Passeios de Barco

Os passeios de barco no rio Guadiana promovem actividades, levando os visitantes e os turistas a entrar em contacto com a natureza, convidando-os a desfrutar de um leque alargado de percursos e visitas com interesse paisagístico, cultural e histórico, numa das áreas mais bem preservadas da Europa.

Deste modo, vão ter a oportunidade de conhecer, alguns aspectos da história vivida por diferentes civilizações que, nesta região, deixaram seus vestígios, assim como, características de uma cultura raiana, muito significativa, entre duas localidades transfronteiriças – Alcoutim/ Sanlúcar de Guadiana. 

Neste momento, temos passeios de barco no rio Guadiana, que vão até ao Pomarão e com percursos até à histórica vila de Mértola, onde o turista, pode observar a fauna e a flora, os locais históricos, desta região e ao mesmo tempo saborear a gastronomia típica, aproveitando a pureza do ar e a calma da região. 

Alcoutim Breve descrição: 
Longe do bulício das praias do Litoral, esta terra ainda conserva muitas das tradições enraizadas por uma cultura milenar. A sua paisagem singular, com o Rio Guadiana serpenteando as vilas ribeirinhas, dão-lhe um cariz nostálgico. Alcoutim é um concelho com história, patente no harmonioso Castelo e nos inúmeros vestígios arqueológicos, localizados nesta terra, escolhidapor diferentes civilizações. Uma terra com carisma, onde o artesanato tradicional representa o elo de ligação da sua cultura através das várias gerações de Alcoutenejos. É assim Alcoutim, uma reserva turística para aqueles que são atraídos pelo pitoresco, pela natureza e pelas tradições.


Castro Marim Foz do Odeleite Breve descrição: 
Datam do Neolítico (cerca de 5.000 anos a. C.) os vestígios dos primeiros povoamentos, que prosseguiram na época dos metais, possivelmente através de um castro localizado no monte onde se ergue o castelo. A presença fenícia e romana está documentada na área da vila que, durante o período da ocupação muçulmana, dispunha de uma estrutura de defesa identificada com o núcleo primitivo do actual castelo. À reconquista cristã, em 1242, seguiu-se, ainda no séc. XIII, uma política de repovoamento e reforço das defesas, atendendo à posição estratégica da vila face à fronteira com o reino de Castela e aos ataques mouros vindos do Norte de África . Justifica-se, assim, que o rei D. Dinis (1261-1325) tenha feito de Castro Marim a sede da Ordem de Cristo, criada para substituir a Ordem dos templários, em 1319. Anos mais tarde, porém, a Ordem de Cristo foi transferida para Tomar. Dá-se, então, um período de decadência da vila e do seu termo, que viu seduzida a sua população.


Mertola Breve descrição: 
Nas terras deste concelho existem vestígios de Mértola ter sido um entreposto comercial importante na época dos Fenícios, Cartagineses, Romanos e Árabes, devido à existência de via fluvial e terrestre com ligação ao Sul da península. A toponímia seria Myrtilis, na época romana, passando a ser posteriormente Mértola.Os Árabes deixaram uma fortaleza, posteriormente ocupada pelos cristãos, e uma mesquita, que veio a ser transformada em igreja paroquial da sede do concelho. Em 1238, D. Sacho II conquista Mértola aos mouros, doando a vila à Ordem de Santiago para esta a repovoar.   No século XIII, iniciou-se o povoamento definitivo destas terras, facto comprovado pelos achados arqueológicos dessa época. Em Alcaria Longa existem diversos testemunhos da presença de comunidades pastoris. Recebeu novo foral em 1512, por D. Manuel. No século XIX e ainda no século XX, a economia de Mértola dependia muito da exploração das minas de S. Domingos, que se transformaram num grande centro de extracção de pirite cúprica.


Pomarão Breve descrição: 
Pomarão é uma pequena aldeia alentejana situada no concelho de Mértola, freguesia de Santana de Cambas, tendo muito pouca população. Faz fronteira com Espanha e fica situada na encosta, na margem esquerda do rio Guadiana, junto à confluência do rio Chança.A empresa proprietária das minas de São Domingos mandou levantar no Pomarão uma povoação, armazéns, depósitos de mineral, terminal ferroviário e dois cais de embarque, onde atracavam os navios mineraleiro à vela e a vapor que subiam o Guadiana desde a foz. Este projecto data de 1859-1860.Dali partiam os navios carregados com o minério (pirites) que vinha por via férrea desde as minas de S. Domingos, encerradas no início dos anos 70, para a CUF, no Barreiro, e para Inglaterra (por Vila Real de Santo António).O minério chegava ao porto do Pomarão transportado por uma das primeira linhas de caminho-de-ferro construídas em Portugal (1858).O movimento do porto era elevado. Em 1864 apresentaram-se no Pomarão 563 navios para embarque de minério,com acesso a embarcações até cerca de 4 metros de calado.Actualmente o Pomarão é um doslocais mais visitados doConcelho onde dezenas de veleiros atracamdepois de subirem o Guadiana.


Puerto de La Laja Breve descrição: 
O Puerto de La Laja é um antigo portomineiro localizado no município de El Granado,província de Huelva, Andaluzia,Espanha. Situado na margem esquerda do rio Guadiana,poucos quilómetros a jusante doporto mineiro do Pomarão, apareceu no século XIXassociado à exploração das minas deCabeza del Pasto e de Herrerías.O minério chegava ao porto transportado inicialmente por carros, mais tarde substituídos pelo caminho-de-ferro, que terá ficado concluídopor volta de 1888.O embarque de minério era dificultado pelopequeno calado do rio, que não permitia a acostagemde barcos com mais de 2000 toneladas.No porto era desembarcado carvão e maquinaria para as minas.O porto manteve-se em actividade até 1965.Das antigas estruturas portuárias ainda se pode ver osdepósitos/tremonhas onde o minério era descarregadopor gravidade das vagonetas estacionadas na plataforma superior.Outras vagonetas recolhiam ominério na plataformainferior para o encaminhar para os navios mineraleiros.

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